<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5518593</id><updated>2011-04-22T01:14:23.165+01:00</updated><title type='text'>Teatro/Portugal</title><subtitle type='html'>Conversa sobre Teatro e outras artes em Portugal</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://joseluisferreira.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5518593/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseluisferreira.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jose</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05117798791220004806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5518593.post-105731291121881017</id><published>2003-07-04T11:01:00.000+01:00</published><updated>2003-07-04T11:01:51.266+01:00</updated><title type='text'>Os estranhos casos do Porto</title><content type='html'>A violentíssima colocação em causa de um projecto estratégico e prioritário como o da Casa da Música, seguida da exigência pública de demissão de Isabel Alves Costa, têm — no que sobra da arrogância fascizante com que foram e são conduzidos — o mérito duvidoso de tornar publicamente transparente uma verdade crua: aniquilados os esforços de sistematização dos anos 90, a gestão das artes — seja dos espaços e das condições de criação, seja das formas e circuitos de difusão — está hoje subordinada a duas lógicas asfixiantes.&lt;br /&gt;Por um lado, a precaridade e a impossibilidade de planificação, que têm como pano de fundo excruciante a infame crise financeira e como manifestações visíveis os atrasos na tomada de decisões estratégicas, os atrasos na resolução da vida prática de companhias e criadores; enfim, uma ausência de sensibilidade real (dificilmente individualizável, mas francamente partilhada pelos diversos poderes públicos com relevo na área) para as frágeis realidades de que falamos quando falamos das artes performativas em Portugal. &lt;br /&gt;Por outro lado, tornou-se arrogantemente evidente uma espécie de alteridade necessária na gestão de projectos de úndole artística e na escolha de gestores e administradores da coisa cultural, para a qual o primeiro critério parece ser, demasiadas vezes, o da ausência de competência específica na área.&lt;br /&gt;Os desenvolvimentos subsequentes, ainda não totalmente claros, de cada um destes casos são, aliás, sintomáticos.&lt;br /&gt;Por via de uma lógica de equilíbrio de poderes dentro da coligação autárquica, Isabel Alves Costa é honrosamente segura pelo seu vereador, mas é mantida numa lógica de asfixia financeira e consequente descaracterização programática do Rivoli, que costumava ser um espaço excitante. Por via sabe-se lá de quê (mas talvez tenha a ver com razões tão internas à gestão da cultura como o equilíbrio de poderes dentro do PSD), o caso Pedro Burmester arrasta-se sem fim à vista. Nomeado para presidente do Conselho de Administração um excelente gestor de bolsas, mais uma vez alguém orgulhosamente de fora dos conceitos e do universo da gestão das artes , continua sem se saber quem são os outros administradores e qual o papel que o "construtor" do projecto vai ter na sua definição final e na gestão do seu período de arranque. E pelo andar das coisas, começa a parecer evidente que o lugar de Pedro Burmester vai ser longe da Casa da Música. O que, associado ao rumor de que o Ministério teria proposto a Burmester um "ano sabático" e uma reentrada no projecto aquando da abertura do edifício, revela outra coisa assaz curiosa: ao que parece, um modelo integral de formação e expressão artística, orientado para repertórios e práticas diversificados mas unidos por uma coerência projectual é um ente autónomo que qualquer um pode vestir a qualquer altura. Não é! Independentemente dos méritos e deméritos de Pedro Burmester como gestor cultural (todos os temos), não há qualquer justificação para que o projecto da Casa da Música, o mais ambicioso dos investimentos em infra-estruturas culturais nos últimos anos, não tenha condições para completar a sua fase de arranque dirigido por quem o concebeu. Não há (não deve mesmo haver) ciclos demasiado longos de direcção de uma estrutura como a Casa da Música, mas é criminoso perpetuar a desgraça portuguesa: que nenhum ciclo se complete, que os investimentos não possam, afinal, ser inteiramente rentabilizados…&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5518593-105731291121881017?l=joseluisferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5518593/posts/default/105731291121881017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5518593/posts/default/105731291121881017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseluisferreira.blogspot.com/2003_06_29_archive.html#105731291121881017' title='Os estranhos casos do Porto'/><author><name>Jose</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05117798791220004806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5518593.post-105671284008050949</id><published>2003-06-27T12:20:00.000+01:00</published><updated>2003-07-04T11:32:22.516+01:00</updated><title type='text'>um Hamlet a mais no Teatro Nacional S. João</title><content type='html'>Hamlet regressa; que tencionais fazer…?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram os actores! Desde o passado mês de Maio, as palavras de Shakespeare ecoam outra vez pelas paredes do Teatro Nacional São João. Vêm da Sala Branca, a pequena sala de ensaios onde nasce quase todo o teatro que aqui pode ver. Apurando o ouvido, bem por entre as notas de uma música nova, reconhecemos palavras que ainda há pouco ouvimos, num Teatro sentados… São palavras de dúvida, de sublevação interior, de uma amargura cáustica que põe em causa toda a ordem exterior das coisas. São, ou não são — seja essa a questão… — as palavras de Hamlet, as palavras com que despe a pretensão de compostura da corte da Dinamarca, as palavras com que procura, ao limite, redimir a sua impotência. Palavras, palavras, palavras…&lt;br /&gt;Desta vez, porém, a irresolúvel dúvida de Hamlet tem uma interlocução inesperada na música composta e interpretada ao vivo por Vítor Rua. Plena de saber performativo, vinda claramente do talento compositivo de quem vem, é nela, na música de cena, que encontramos o quadro que vai ajudar a reorganizar este texto-património. Cada episódio é um número, cada número uma deriva metaforizante, um exercício de esclarecimento discursivo dos conceitos profundos de que se faz este texto: «a misoginia, a guerra como jogo de castrações, a contaminação da política pelo crime, a corrupção como desresponsabilização própria, o discurso auto-dubitativo como elipse sobre a impotência».&lt;br /&gt;João Reis reincide e protagoniza mais este Hamlet, agora num outro registo, mais solto talvez de uma ética rígida da personagem e mais próximo da insanidade contemporânea para que o texto nos remete. António Durães e Nicolau Pais reaparecem mas não reincidem. O primeiro desdobra-se curiosamente nos dois reis, o rei morto-vivo que procura vingança e o rei vivo-morto que é consumido pela culpa e, talvez mais, pelo assédio de Hamlet. Luísa Cruz, Pedro Giestas e Pedro Almendra aparecem e incidem e tomam conta de toda a restante miríade de personagens de que se faz a intriga. &lt;br /&gt;Em resumo: um elenco de luxo — actores e músico —; uma instalação cénica surpreendente e minimalista de António Lagarto, uma floresta de microfones que amplia o território aural em que a acção se desdobra; uma outra versão de um texto que julgamos conhecer; os vídeos-personagem de Fabio Iaquone e Paulo Américo; tudo isto e mais umas quantas coisas que poderíamos dizer, tudo isto em nove únicos espectáculos. &lt;br /&gt;E o resto, meus amigos, é silêncio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um Hamlet a mais&lt;br /&gt;música de Vítor Rua para o texto de William Shakespeare, traduzido por António M. Feijó, montado por AMF e RP, num espectáculo de Ricardo Pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rivoli – Teatro Municipal o 23 a 30 de Julho o terça a sábado 21h30 domingo 16h00&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5518593-105671284008050949?l=joseluisferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5518593/posts/default/105671284008050949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5518593/posts/default/105671284008050949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseluisferreira.blogspot.com/2003_06_22_archive.html#105671284008050949' title='um Hamlet a mais no Teatro Nacional S. João'/><author><name>Jose</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05117798791220004806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5518593.post-105671198087894394</id><published>2003-06-27T12:06:00.000+01:00</published><updated>2003-07-04T11:33:08.180+01:00</updated><title type='text'>Este blogue</title><content type='html'>Conversar sobre Teatro é uma tarefa difícil, em Portugal. A quinta é pequena, a incomunicação muita. A formação é pouca e a estabilidade também. Portanto, muito do Teatro que se faz é francamente pouco interessante. Outro, que seja mais interessante, carece de condições de estabilidade, de condições para o refrescamento que apenas a circulação nacional e internacional permite. Na sua ausência, estiola. Restam meia-dúzia de experiências que valem francamente a pena. É dessas que procurarei falar. Pessoal e descomprometidamente. A partir de Julho, um post diário. Até lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5518593-105671198087894394?l=joseluisferreira.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5518593/posts/default/105671198087894394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5518593/posts/default/105671198087894394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://joseluisferreira.blogspot.com/2003_06_22_archive.html#105671198087894394' title='Este blogue'/><author><name>Jose</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05117798791220004806</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
